MULHERES PSICOPATAS (DEPOIMENTO)

Imagem Movimento Madrasta 2

Deus me proteja de mim
E da maldade de gente boa,
Da bondade da pessoa ruim.
Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim
.”

In: Deus Me Proteja de Chico César

DEPOIMENTO

Até completar 18 anos, fui incapaz de contar o número de vezes em que fui machucada, traída, manipulada e usada pela minha própria mãe.

Há anos cortei qualquer contato com ela. Não tenho nenhum perfil nas redes sociais e meu número de celular é constantemente trocado, desde o dia em que, aos prantos, saí de casa com a ajuda de amigos.

Minha infância foi vivida com uma sensação horrorosa de inutilidade, invisibilidade e pavor. Acordava e dormia amedrontada, em pânico, e fiz xixi na cama até os 15 anos de idade. Só quando inviabilizei qualquer relação com ela foi que pude perceber o efeito que seu comportamento teve sobre mim.

A primeira vez em que desconfiei que ela era demasiadamente diferente da maioria das pessoas foi quando cheguei aos meus 12 anos. Ela comprou um bolo e, ao me entregar, sussurrou: ‘Ter você foi meu maior erro. Feliz aniversário.

Foi quando me lembrei que, aos 8 anos, meu pai deixou alguns amigos brincarem em casa e pouco antes deles chegarem, minha mãe me trancou no banheiro da empregada avisando que eu não estava. Eu podia ouvi-los perguntando por que eu tinha saído depois de convidá-los, e eu entendi que estava sendo punida por ser a filha que ela jamais desejara.

E foi desta forma que permaneci me sentido, por anos a fio: confusa, culpada e com medo.

Nunca compreendi o que podia deixar minha mãe furiosa. Bastava qualquer coisa. Como no dia em que ela simplesmente me jogou escada abaixo porque, sem querer, bati no seu braço e a fiz derrubar um pouco de água na sua blusa nova. Ou quando ela mordeu meus braços porque esqueci de lavar uma louça.

Carrego estas marcas até hoje.

Me livrar desta figura tão sombria, assim como a de um pai totalmente distante e omisso (que achou mais fácil me abandonar), foi a coisa mais saudável que fiz na minha vida.

Hoje poucas pessoas sabem da minha verdadeira história. Decidi fingir que meus pais morreram em um acidente de carro quando eu fiz18 anos. Se me perguntam detalhes, falo que não gosto de comentar o que sempre dá certo.

Tenho 35 anos e ainda procuro curar minha tão sofrida alma. Faço terapia e tomo medicamentos há anos e tenho certeza de que, sem eles, teria sucumbido ou enlouquecido por conta de tantos maus tratos.

Tendo experimentado tamanha dor, ainda espero que minha experiência pessoal possa ajudar os outros a se protegerem de mulheres que, como a minha mãe, exibem traços tão claros de psicopatia.

Penso em escrever minha história com o objetivo de avisar como psicopatas femininos agem e se comportam em ambientes familiares. Viver com uma delas me permitiu ver esta personalidade de perto e ao longo de muitos anos numa perspectiva bastante diferente da de médicos ou pesquisadores.”

COMENTÁRIO

Ultimamente tenho coletado um grande número de pesquisas (oriundas de diversas partes do mundo) envolvendo a descrição da psicopatia entre mulheres. Ainda que a maioria dos casos atendidos e conhecidos seja de homens, sempre me intrigou o fato delas aparecerem tão discretamente nas estatísticas. A maternidade talvez seja uma das razões pelas quais suas características se ‘diluam’.

E é possível que isto explique o fato das psicopatas geralmente optarem por não ter filhos.

O fato é que todas as psicopatas são viciadas em narcisismo. Isso significa que elas decididamente acreditam que sejam superiores a todos os que as rodeiam.

Psicopatas masculinos tendem a se gabar dos seus feitos. Adoram se exibir nas redes sociais, nas academias, nas baladas. E não têm o menor problema em dizer na sua cara que estão acima de você.

Já as psicopatas femininas são diferentes. Elas sabem esconder suas tendências narcísicas. Sabem sorrir e elogiar, ainda que tenham a convicção de que são melhores que você e o resto do mundo.

Resumindo: mulheres psicopatas fingem muito melhor e por isto dificilmente são descobertas.

Eles costumam mostrar seus instintos agressivos nas próprias atitudes. Se envolvem em brigas, abusam da força, das mentiras ou cometem crimes violentos. Isso ajuda a explicar porque a porcentagem de psicopatas masculinos em prisões é o dobro dos femininos.

Uma vez que psicopatas masculinos são mais afeitos a se envolverem em condutas violentas, eles se tornam mais propensos a serem pegos e presos.

Embora compartilhem muito com seus homólogos masculinos, elas parecem estar melhor ‘equipadas’ para escapar da detecção.

Uma das característica mais presentes nos levantamentos estudados é o fato de costumarem espalhar mentiras sobre seus desafetos com tanta precisão que os fazem duvidar da própria sanidade.

Uma pista que todos os estudos indicam: se a criatura oferecer calúnias como ‘informações confidenciais’, muito cuidado. Você logo será responsabilizado(a) por todo o mal que isto causar.

Se você se recusa a seguir suas ordens, ela sutilmente ameaça algo tão devastador que você vai pensar que entendeu errado. Todas são mestres nos jogos de manipulação até conseguirem o que querem.

No final, a diferença se resume a isto: psicopatas masculinos dão socos; psicopatas mulheres jogam no escuro.

Mas antes de começar a se sentir paranoico(a), saiba de uma coisa: nem toda mulher que dissimula, maltrata, fere para tirar vantagens, faz fofocas sem parar ou ameaça matar você, é uma psicopata. Psicopatia é algo estritamente definido e composto por uma combinação de três traços.

Ainda que sejam confundidos entre si, narcisismo, sociopatia e psicopatia são bastante semelhantes. Os psicopatas possuem esta chamada tríade sombria e quase nunca se apresentam como assassinos, estupradores ou algo do tipo Hannibal Lecter. E é aí é que mora o perigo.

Porque a realidade é muito menos dramática. Infelizmente, diga-se de passagem. Por isto pode seu sua chefe, uma colega muito simpática, a vizinha prestativa, a parceira de curso, a coordenadora, a médica, a psicóloga, a pastora ou qualquer uma que nunca forneceu uma mísera pista da sua maldade intrínseca.

Aqui estão algumas razões pelas quais as mulheres desta terrível tríade são tão difíceis de se detectar:

Elas podem parecer empáticas mesmo que não possuam nenhuma empatia

No entanto, para um bom observador, é no comportamento cotidiano que seu verdadeiro desprezo vaza e aparece. E, diante do poder devastador que possuem para arruinar pessoas e organizações, precisam ser logo identificadas.

Vivem atrás das pessoas verdadeiramente humanas como ventríloquos

Alguém que consegue se identificar com os demais, vivencia uma sintonia emocional e constantemente tentará ajudar quem estiver sofrendo. Psicopatas prosperam diante desta espécie de ingenuidade posto usarem a confiança roubada para aniquilar suas vítimas.

Mulheres psicopatas buscam destruir com o fim de concentrar em si toda a atenção

Uma psicopata pode minar sua autoestima usando insinuações ou lhe intimidando, ainda que seja craque em disfarçar. É capaz de colocar amigos e familiares contra você envenenando sua reputação pelas costas. As psicopatas femininas são mentirosas patológicas, mais astutas, controladoras e fraudadoras do que psicopatas masculinos.

Ela exige ser o centro de tudo de maneira ininterrupta. E também realiza imitações perfeitas de vítimas a fim de jogar com afeições genuínas, enquanto o que realmente sente é frieza e desconsideração. Sua personalidade liga e desliga como um sinal de neon.

São histriônicas

Ela quer que você tema desafiá-la, indicando que isto pode desencadear uma resposta impiedosa. Aprecia o medo velado em torno de si.

A mulher psicopata é frequentemente conhecida por parecer discretamente histérica e sua performance pode ser convincente o suficiente para persuadir seu público a acreditar no seu lado da história. Ela pode recorrer a todos os meios necessários para obter o que quer e usará todas as ferramentas possíveis – o que inclui cooptar através da sedução deslavada.

No final, uma psicopata feminina não é leal a ninguém. Ela pode acreditar que tem direito a tudo, enquanto lhe agrada não dar nada, a não ser que repasse de outrem. Ela pode reclamar de um falso infortúnio e, enquanto parecer estar sofrendo, você notará um sorriso disfarçado em seu rosto.

E por que você deveria ter mais do que ela, não é mesmo?

Pode roubar ou danificar deliberadamente um bem ou uma relação preciosa e se ela for pega, nunca irá reconhecer o golpe ou se desculpar. Na verdade, ela distorcerá todas as histórias a seu favor e culpará você pelo o que ela faz.

Impulsionada por inveja e inadequação pessoal

No fundo, a psicopata não gosta de si mesma. Não importa o que faça por ela, não importa o que lhe dê, ela continuará insatisfeita e nunca será mínima ou sinceramente grata. Permanecerá desejando obter tudo o que não tem.

Estas mulheres procuram se ligar a pessoas com os mesmos desvios de caráter – que podem, ou não, ser iguais a elas. Mas nesta pretensa ‘união’ não existe o objetivo de caminhar a favor de algo, mas contra os que contrariem suas ambições exclusivamente pessoais.

Incapacidade para o amor

O mais devastador e destrutivo de seus traços psicopáticos, finalmente, é a incapacidade de amar qualquer um até mesmo os próprios filhos, como no depoimento verdadeiro que ensejou este texto. Esta incompetência típica significa desgraça para qualquer relacionamento.

Então, fique bem distante destas mulheres. Elas podem e irão lhe fazer muito mal.

Se desejar, envie seus comentários para: psicologaheloisalima@gmail.com

Um pensamento sobre “MULHERES PSICOPATAS (DEPOIMENTO)

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