COMO SOFREM AS MULHERES

“Nas duas faces de Eva,
A bela e a fera.
Um certo sorriso
De quem nada quer.

Sexo frágil
Não foge à luta;
E nem só de cama
Vive a mulher.

Por isso não provoque,
É cor de rosa choque.”

In: Cor de Rosa Choque – de Rita Lee

Poucas pessoas, no fundo, pensam no divórcio como algo desejável. Ao menos entendem que não foi isto o que planejaram quando decidiram partilhar suas vidas com alguém

E não existem dúvidas de que esta pode ser uma experiência incrivelmente difícil e dolorosa. 

Por conta disto, uma quantidade extraordinária de mulheres permanece em casamentos muito pouco saudáveis ​​que, muitas vezes, beiram relações desequilibradas. 

Ainda que, para alguns, possa parecer óbvio que o melhor seja abandonar uma relação que está naufragando, há uma infinidade de razões pelas quais as mulheres permanecem nela.

Nada corrói mais a autoestima do que um relacionamento doentio. Muitas mulheres permanecem em casamentos disfuncionais, provavelmente convencidas de que ele é tudo o que merecem. 

Quando coisas ruins lhes acontecem, parecem repetir para si mesmas que deveriam ser gratas pelo que têm – seja lá o que for.

Mas, afinal, por que as mulheres se mantém neste tipo de sofrimento?

Porque, aparentemente, elas aprenderam a sustentar a ideia que mantêm de si mesmas na qualidade dos seus relacionamentos afetivos. Provavelmente por conta disso, uma relação mal sucedida tenha tamanho impacto tanto no aspecto físico quanto no emocional.

As mulheres, de uma maneira geral, funcionam meio que como aqueles acumuladores que morrem de medo de jogar fora suas quinquilharias, suas pequenas ou grandes lembranças – mesmo que essas já se encontrem ultrapassadas ou até inutilizadas. Resistem impassivelmente às mudanças, não conseguem se desfazer do corroído ou dispensável, se apegam ao acessório como se fosse a última barca em direção à terra prometida. Desta forma, vivem guardando das coisas mais banais até as mais complexas.

Duas recentes pesquisas apontaram para o fato de que 20% dos casais se sentem presos ao casamento porque acreditam serem incapazes de pedir a separação por motivos financeiros. Além disso, uma em cada dez pessoas sente estar em um matrimônio sem amor e 15% dos entrevistados gostariam de ter casado com outra pessoa. As informações são do site Female First.

As pesquisas também confirmaram que o estresse causado por um casamento infeliz pode afetar seriamente a saúde física, além da psíquica. Sugerem que pessoas insatisfeitas com seus parceiros podem apresentar maiores riscos de depressão, pressão alta e até mesmo doenças cardíacas. A partir destes dados planejam fornecer evidências representativas de como os casamentos podem afetar a saúde cardiovascular.

Segundo o cardiologista Marcelo Assad, do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio “A depressão é indiscutivelmente a doença do século. A manutenção de um relacionamento falido perpetua um ciclo de stress, diminuição da autoestima e falta de perspectivas“.

Atualmente, uma em cada quatro pessoas morre em decorrência de problemas cardiovasculares (o AVC entre eles) – sem contar as que sobrevivem com sequelas.

O desgaste proporcionado por um casamento infeliz pode também levar a práticas muito pouco saudáveis como sedentarismo, fumo e bebida. Além de pouco prazer com as atividades cotidianas assim como dentro das relações interpessoais.

Mas, por outro lado, também sabemos que a separação é um dos maiores dramas humanos, mesmo quando o casamento está repleto de problemas. O indivíduo fica encurralado: se permanece, é infeliz; se sai, se sente culpado e também é infeliz.

Logo, é bem provável que a maior parte dos casamentos dure o dobro do que deveria e só se estende pela medo ou covardia dos parceiros.

Em contrapartida, estudos muito sérios realçam que a felicidade encontrada dentro dos bons relacionamentos reforçam a capacidade de manter equilíbrio físico e mental. Sem dúvida nenhuma, laços afetivos cercados da matéria prima oriunda da lealdade e da confiança, sedimentada pelo carinho e pelo apreço, são projetos que podem (e devem) ser alcançados em qualquer estágio da vida. E de qualquer ponto, desde que se abandone o medo de recomeçar uma nova, bela e promissora história.

Percebendo quando o amor nos chega e aproveitando dele até que se esgote. Nutri-lo, com generosidade, sem esperar que seja eterno ou que dure até que a morte separe. Porque existem muitos tipos de mortes e é fundamental não desistir de partir quando a guerra que nos corrói estiver perdida e o que nos restar for nada mais que morrer – mesmo que em vida. Precisamos, enfim, aprender a recomeçar em outras vidas como outros seres. 

Então, que tal encarar seus verdadeiros desejos e suas reais possibilidades para repensar a tal “felicidade”?

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