A INVEJA É UMA MERDA

Imagem Movimento Inveja 3

“Deus me proteja da sua inveja;
Deus me defenda da sua macumba.
Deus me salve da sua praga;
Deus me ajude da sua raiva.
Deus me imunize do seu veneno;
Deus me poupe do seu fim.”

In: Reza – de Rita Lee

 

A inveja é um sentimento doloroso e, muitas vezes, bastante doentio, que pode trazer consequências profundamente negativas e é, sem dúvida, um mal potencialmente destrutivo do qual quanto mais longe você estiver, melhor.

Todas as pessoas podem sentir inveja às vezes, mas nem todas reagem de forma igual ou se comportam da mesma maneira diante dela. Mas é preciso entender que livrar-se desse sentimento passa necessariamente pelo fortalecimento da autoestima.

A inveja é uma droga e todos sabem disto. Mas quem é que nunca sentiu ou provocou a danada? Quem não sofreu os horrores do inferno sendo sua vítima ou seu algoz?

Imaginar que o outro pode ser mais feliz do que a gente, apesar dos nossos ‘reconhecidos esforços’, deve mesmo ser muito difícil para muita gente.

Ainda mais se o outro (ou a outra) ficou justamente com a pessoa que você desejava estar. Ou se conseguiu aquele emprego por você tão almejado. Se tiver comprado aquele apartamento na praia que você sempre ambicionou, então, o problema se torna praticamente incontornável.

Se você for mais alegre, mais espontâneo, mais sagaz; se possuir uma roda de amigos mais interessante que alguns destes ‘desafetos’ – tenha muito cuidado! Já vi barbaridades serem cometidas em nome de uma estranha e bastante particular percepção que alguns preferem candidamente chamar de inveja branca.

E se você for muito estimado, então, vai provocar sentimentos tão antagônicos em algumas pessoas que é bem capaz acabar preferindo ser alguém bem diferente do que é.

Mas relaxe! Não faça isto. Entenda que a inveja é um sentimento universal e absolutamente inerente ao psiquismo humano que, mesmo sem nos darmos conta, possui significativa força dentro do nosso processo cultural assim como de nossa organização social.

Mesmo diante da expressiva relevância, a inveja, assim como a sexualidade, continua sendo um tabu no nosso século e vista como questão de “segunda ordem” – muito embora todos saibamos que ela historicamente tem motivado crimes, guerras e desagregação social.

Mas, sobre as contundentes derivações deste, por vezes, tão nefasto sentimento falaremos em futuros textos.

O que nos importa neste momento é registrar que o invejoso é, invariavelmente, alguém bastante insatisfeito consigo e com o que lhe cerca. Pode ser imaturo, reprimido, frustrado; pode guardar um profundo rancor em relação aos que detêm aquilo que ele não se sente capaz de conquistar ou, simplesmente, tem preguiça demais para perseguir.

Desta forma, tais ‘objetos de desejo’ tornam-se altamente ameaçadores para o invejoso, pois parecem ali permanecerem para lembrar-lhe da sua carência e da sua ‘incompetência’. E, então, no lugar de descobrir suas próprias habilidades e desenvolvê-las, o invejoso procura aniquilar o outro que possui aquilo que gostaria de desfrutar.

Disfarçada sob vários tipos de máscaras – como o aparentemente inofensivo manto da ‘amizade sincera’ – a inveja pode se revelar através de sutis comparações, frequentes insinuações, julgamentos velados, depreciações cotidianas, hostilidades, assédios, ‘brincadeiras’ ofensivas que sempre culminam em humilhações, calúnias e, finalmente, ataques brutais.

Se conselho prestasse para alguma coisa – e sabemos que não serve pra nada – eu sugeriria que, sendo vítima do invejoso, você deveria tratar de guardar seus tesouros da maneira mais silenciosa e discreta possível. Não esbanjando vestígios de felicidade, não alardeando vitórias nem entregando publicamente suas conquistas.

E se, por outro lado, o invejoso, no lugar de gastar tamanha energia tentando eliminar o que concebe como concorrência, concentrasse suas forças vitais e criativas no esforço de batalhar por suas próprias aspirações, todos seriam mais felizes e mais próximos – fraternamente irmanados em prol de um bem comum.

Portanto, se, por algum motivo, você se sentir muito incomodado(a) com os que lhe rodeiam, simplesmente porque parecem mais felizes, mais satisfeitos com a vida, alegres ou seja lá o que for, olhe com muita indulgência à sua volta, obviamente apenas depois de perceber a si próprio(a) com muita honestidade. Perceba que todas as potencialidades invejáveis (nos outros) estão ali, bem dentro de você, adormecidas.

Desperte-as. Arrisque-se. Siga adiante. E pare de acampar no saco alheio.

Viva e deixe viver!

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