O CÂNCER NÃO É NORMAL

Imagem Movimento Monsanto 4

“Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio.
Ó produtores de alimento com veneno.
Vocês que aumentam todo ano sua posse
E que poluem cada palmo de terreno
E que possuem cada qual um latifúndio
E que destratam e destroem o ambiente
De cada mente de vocês olhei no fundo
E vi o quanto cada um, no fundo, mente
.”

In: Reis do Agronegócio – de Chico César

 

Uma amiga muito querida morreu de câncer há dez dias. 

Enquanto muitas células em seu corpo cresciam e se reproduziam obedecendo a um ritmo que tentava mantê-la viva, havia outras células nocivas que se alteravam – reprogramando-se como indivíduos gananciosos que não se importam com nada além do seu rápido crescimento e da exploração das reservas naturais do organismo que habitam. 

À medida que essas células cancerígenas se espalharam por todo o corpo, elas substituíram o funcionamento saudável do sistema imunológico por sua própria lógica. E isso levou à sua morte.

Com sua doença, que acompanhei de perto, entendi que tememos o câncer por diversas razões importantes. Mas, talvez, estejamos sendo impedidos de enxergar as principais. 

Uma, é por trata-se de um risco para qualquer ser – considerando que alguns ‘indivíduos/células’ dentro do coletivo maior podem, a qualquer momento, desrespeitar e explorar os recursos compartilhados, para ganho pessoal. 

Outra, é que esses indivíduos desonestos usam os próprios sistemas de imunidade que mantêm o hospedeiro vivo para garantir sua própria sobrevivência. Eventualmente, as células da mama mutantes se espalham para os nódulos linfáticos, onde encontram uma vasta rede de transporte que lhes permite se espalhar por todo o corpo.

E minha amiga teve um pequeno número de células no seio que se comportaram dessa maneira.

O câncer é assustador porque usa os mesmos suportes de vida – que tornam os organismos multicelulares possíveis – para provocar uma doença incrivelmente resistente que, frequentemente, leva ao sofrimento e à uma eventual falência.

Ele é uma das principais causas de morte em todo o mundo, onde mata 8,2 milhões de pessoas por ano. Atualmente, mais de 32 milhões de pessoas vivem com a doença e a perspectiva é que 7,6 milhões de pessoas morram, por ano, vítimas dela.

No Brasil, mortes por câncer aumentaram 31% nos últimos 15 anos – isto segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Se nada mudar, uma terrível estatística aponta que em 2030 haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes.

Interessante (e assustador) observar que, diante disto, surgiram indústrias inteiras para lidar com os efeitos colaterais do tratamento do câncer uma vez que os pacientes e suas famílias lutam para viver vidas “normais”, e tais empresas correm para suprir tal ‘necessidade’ ganhando muito dinheiro com isto, é claro.

Mas o câncer não é normal!

O que precisamos urgentemente entender é que não está nada claro o quanto ele resulta da exposição à substâncias químicas que nos são criminosamente empurradas.

E é bem provável que esteja claro demais às pessoas desonestas o suficientes para sonegarem tais informações ao mundo.

Apenas para constar, já em 2009, de acordo com o relatório do President’s Cancer Panel, esta ligação foi significativamente subestimada – e ações decisivas, desta forma, teriam sido atrasadas. Mas aconteceu o pior.

Um trecho da carta do tal Painel ao Presidente Obama, naquela época:

“O povo americano – mesmo antes de nascer – é bombardeado continuamente com uma miríade de combinações dessas perigosas exposições. O Painel pede enfaticamente que você use o poder de seu escritório para remover os carcinogênicos e outras toxinas de nossos alimentos, água e ar que desnecessariamente aumentam os custos de assistência médica, prejudicam a produtividade de nossa nação e devastam vidas americanas.”

No entanto, em 2013, Barack Obama sancionou uma Lei de Proteção (Monsanto Protection Act) escrita essencialmente para beneficiar a infame Corporação, dando às empresas que lidam com organismos e sementes geneticamente modificados (OGMs) imunidade diante dos tribunais federais, entre outras coisas. Mesmo se pesquisas futuras comprovarem 100% de certeza de que os transgênicos ou as sementes transgênicas causam problemas de saúde significativos, câncer, etc, os tribunais federais não terão mais poder para impedir sua disseminação, uso ou vendas. Esta lei foi proposta pelo senador Roy Blunt, que é financiado adivinhem por qual corporação?

Monsanto, glifosato e câncer.

Como ingrediente ativo do herbicida Roundup da marca Monsanto (que controla mais de 80% do mercado) e de centenas de outros herbicidas, o glifosato representa bilhões de dólares em receitas anuais para esta e outras empresas, e é usado de forma proeminente pelos agricultores como uma ‘ajuda’ na produção de alimentos. 

É também o preferido pelas cidades para manter parques públicos e parques infantis livres de ervas daninhas (estas sim, parte da natureza saudável), e por proprietários de terras que almejam um relvado “limpo”. 

E a verdade, onde se esconde?

Evidentemente pensar sobre isso está bem longe de ser um exercício ocioso. Milhões de vidas reais estão em jogo neste e nos debates mais amplos sobre os riscos dos pesticidas para a nossa saúde. 

Portanto, procure saber sobre o Projeto de Lei 6299/02, conhecido como PL do Veneno, que em poucos dias será votado e que propõe abrir as portas do Brasil para a entrada de mais agrotóxicos. Seremos, finalmente, a lixeira do mundo!

Espera-se que um em cada dois homens e uma em cada três mulheres desenvolvam câncer em suas vidas, e os cânceres infantis estão aumentando.

E isto não é pouco!

Em crianças, a exposição a pesticidas está ligada não apenas ao câncer pediátrico, mas também à diminuição da função cognitiva e a problemas comportamentais (TDAH é apenas um deles). Em adultos, os pesticidas estão ligados a linfoma não-Hodgkin, leucemia, disfunções no cérebro e na próstata e muitos tipos de câncer. Mais de 3.000 demandantes processando a Monsanto alegam que a exposição ao Roundup da empresa fez com que eles ou seus familiares desenvolvessem linfoma não-Hodgkin.

Glifosato e câncer: a indústria influencia e manipula não só a mídia.

Desde que classificaram o herbicida mais usado no mundo como “provavelmente carcinogênico para humanos”, a equipe internacional de cientistas do grupo de pesquisa de câncer da Organização Mundial de Saúde tem sofrido ataques violentos da indústria agroquímica e seus associados.

Glifosato envenena a terra, a água e o ar.

Roundup e seu ingrediente ativo glifosato, é um dos herbicidas mais amplamente utilizados e extremamente popular em todo o mundo. É usado com mais frequência na agricultura, na silvicultura e, claro, no gramado do seu vizinho e, possivelmente, no seu próprio jardim ou, até mesmo, nos seus mimosos vasinhos de plantas.

Originalmente projetado para remover depósitos minerais de tubos de caldeiras, nos anos 70, a Monsanto patenteou e começou a comercializá-lo como um herbicida em 1974. Desde então, seus poderes de matar ervas daninhas e o desenvolvimento de cultivos (como soja, trigo e milho), geneticamente modificados especificamente para tolerar o glifosato, aumentaram seu uso em todo o mundo. Mas não sem causar estragos ambientais ao longo do caminho.

O herbicida Glifosato é o agrotóxico com maior volume de vendas no Brasil e não poderá ser banido do mercado nacional até 2019. No estado de São Paulo, o mais rico do país, os laboratórios não têm sequer recursos para pesquisar a presença de glifosato na água, por exemplo. Bastante conveniente isto, não?

Você nem sequer sabe o que come, bebe ou respira!

Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que, somente o estado de São Paulo, consome 4% de todo o agrotóxico produzido no planeta. Você imaginava isto?

E como anda sua saúde neste momento?

Também o acefato (inseticida sistêmico que age por contato e ingestão em alvos biológicos), que é proibido na Comunidade Européia, é largamente utilizado na produção de hortifrutigranjeiros no Brasil.

Nas zonas em que mais se usa agrotóxico, o número de crianças nascidas com má formação é triplicado e os casos de câncer de fígado, de mama e próstata, são quatro vezes maior do que no restante do país.

Isto, definitivamente, comprova a relação entre causa e efeito, concorda?

Um novo estudo sugere que a exposição humana ao herbicida glifosato aumentou em 500% nas últimas duas décadas. As descobertas, publicadas na revista médica JAMA (Jornal da Associação Médica Americana) , representam um dos únicos esforços para descobrir quanto dessa substância química está indo do alimento, do ar e da água para nossos corpos.

Este herbicida artificial da Monsanto também está ligado à doenças como Alzheimer, Parkinson e ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). O estudo revela que ele altera a função do DNA que se correlaciona com estas e várias outras doenças.

Agora você entende porque tem visto tanta gente com Câncer, Mal de Alzheimer, Parkinson, etc, nos últimos tempos?

Vai querer fazer parte desta estatística também? Até quando permitiremos que nos envenenem desta maneira? Então, você precisa assistir isto: 

 

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