PRECISAMOS CUIDAR UNS DOS OUTROS

Imagem Movimento União

“Eu busquei quem sou.
Você pra mim mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você,
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você,
Cuida de mim enquanto finjo…
Enquanto fujo…”

In: Cuida de Mim – de Teatro Mágico

 

 

Acordamos, todos os dias, crivados por más notícias: fome, miséria, corrupção, conflitos, guerras, terremotos, furacões, inundações, incêndios, assassinatos, agressões, toda sorte de desgraça. Às vezes, parece não existir esperança – para onde estamos caminhando? Que inferno nos espera?

Isto nos faz recordar como tudo começou na Primeira Guerra Mundial, quando os países mais “civilizados” da Europa, possuídos por uma raiva selvagem sustentada pelo desejo de possuir, destruíram um ‘território eterno’ dentro do território inimigo – catedrais, palácios, esculturas, pinturas e, principalmente, sua gente. Seres humanos, em sua esmagadora maioria, inocentes.

Parecia que a humanidade tinha recebido a lição e, após isto, todo o desejo de se matar nas guerras globais seria repelido por muitos e muitos anos, se não para sempre.

Enquanto persistia esta crença vã, o mundo assistiu com horror quando as sementes do próximo novo massacre mundial brotaram em todos os lugares. E a humanidade, para sobreviver, precisou triplicar seus esforços.

Portanto, o mais triste de perceber, neste atual momento, é que ainda há muito calvário e muitos incêndios queimando, prontos para encher o mundo de medo e confusão. E isto nos dá a incômoda sensação de desesperança diante da inutilidade dos esforços de construção.

A separação, baseada na ignorância, leva as pessoas ao abismo da selvageria, à vida animal na sua mais cruel acepção, escassa de afetos e de solidariedade.

Por outro lado, a união baseada no conhecimento, na unidade, dá-lhes esperança para o futuro, enche a vida com um alto significado onde apenas os que são capazes de construir o novo podem viver e prosperar.

Isto porque, não tenho mais dúvida alguma, apenas a solidariedade salvará o mundo.

O aumento surpreendente da desarmonia não pode continuar indefinidamente. Podemos participar da criação de novas relações baseadas em contribuições solidárias. Só assim seremos mais ricos: lutando contra as desigualdades. Negar a solidariedade seria um erro moral humanamente inconcebível.

Daí, é possível pensar: “não consigo resolver todos os problemas; ninguém pode”.

Às vezes, esse sentimento de desamparo pode nos levar à paralisia. Sentimos que, individualmente, não podemos corrigir o que está errado ou não sabemos quem, onde ou como ajudar. Desta forma, então, é bem possível que não façamos nada.

Mas se todos se concentrassem nas pequenas coisas, nos gestos mais simples, capazes de nos fazer compartilhar o que temos de melhor a fim de aliviar a carga de outros, poderíamos mover montanhas.

E, assim, se revela o quanto precisamos cuidar uns dos outros.

Como crianças que percebem que podem assumir atitudes de grande impacto – mesmo sendo “apenas crianças”.

Ao longo dos recentes desastres naturais, fomos tocados por pessoas trabalhando lado a lado – não apenas os profissionais  responsáveis por atender emergências, mas os cidadãos comuns que decidem cavar, através de escombros, um balde de cada vez. E por crianças que doam o conteúdo de seus cofrinhos na esperança de ver o outro sorrir.

Quando se trata de uma postura mais humana, isso é tudo o que podemos fazer – pequenas coisas edificadas individualmente que podem, coletivamente, fazer uma grande diferença.

É o que devemos fazer para aliviar o sofrimento (nosso e dos demais) – superando, desta forma, a paralisia e estendendo a mão para ajudar.

O que isso tem a ver com ‘abrir nosso coração’ ao que verdadeiramente importa?

Posso dizer, honestamente, que faço algo por outra pessoa todos os dias – muitas vezes, várias vezes. Eu sei que muitos de vocês fazem o mesmo. Tudo o que é preciso é uma mudança de foco e um pouco de discernimento sobre onde e em que momento muitos de nós conseguiremos darmos as mãos unindo nossas forças tão preciosas.

Pense nisso…. como você fará de hoje um dia melhor para alguém – qualquer um?

Acredito que para seguirmos mais felizes nesta vida, precisamos prestar mais atenção àqueles que nos são próximos e queridos. Cuidando deles. Preocupando-nos com eles. Estando por perto de fato. E de direito.

Essas pessoas são importantes porque também podem nos inspirar, nos ajudando, cuidando da gente e nos incentivando a atingir lugares que, sozinhos, não alcançaríamos.

Mas, para isto, é preciso identificar as pessoas que não são humanas como nós sabemos que somos.

Os psicopatas, os sociopatas, os portadores de graves transtornos, os loucos varridos, estão, cada vez mais, livres para demonstrar e praticar toda sorte de loucuras. Seus nomes pululam a todo momento nas redes sociais.

São aqueles indivíduos que se utilizam de máscaras grotescas justamente para encobrir suas próprias mazelas…. que agridem grupos sociais que sequer são minorias…. que vociferam contra direitos e liberdades; contra gays, mulheres, jovens e manifestações artísticas de qualquer ordem. São os insanos que, à força, tomam conta de muitos ‘meios’.

E por que fazem isto?

Porque não possuem a capacidade de sentir AFETO. Nunca são afetados pelos outros por não perceberem nada e ninguém além deles próprios. Sentem-se como o centro do seu próprio e tosco mundinho. E buscam holofotes por onde passam.

Também não dispõem de empatia – e, por isto, nenhum deles nos parece “simpático”.

Podem machucar, trair e matar sem se importarem com o que acontece com suas vítimas.

E, neste exato momento, muitas dessas criaturas perversas estão  no comando de muitos países e de suas riquezas – incluindo as nossas.

Por isso, é necessário parar de prestar atenção nessa gente. Não cair na sua loucura e, ao contrário, passar a olhar para o que importa.

Então, arriscaria dizer que a saída para tamanha tragédia passa, necessariamente, pelo retorno ao que nos é mais simples e familiar. Nossas relações mais verdadeiras. Nossos contatos humanos mais básicos e indispensáveis.

A conversa; os encontros; os papos; as confissões; os desabafos.

Necessitamos cuidar muito mais dos nossos relacionamentos. Investindo neles. Precisamos realmente aprofundá-los, promovê-los e edificá-los. Porque somente a união trará a força. Certo?

Mais silêncio, por favor! Para que possamos nos ouvir melhor. Reproduzir as mesmas ideias a todo momento não as transformará em ‘verdades’. Portanto, menos verborragia e histeria, pois nada se converte aos gritos. Tudo se transforma de dentro para fora. Como nos ensina Renato Teixeira:

“Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs. 
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.”

 

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