AS APARÊNCIAS ENGANAM

imagem-movimento-flor-refletida-na-agua

“As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam,
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões…
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele.
Se há neve cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser;
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar,
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor.”

In: As Aparências Enganam – de Sérgio Natureza

 

 

Por que é mesmo que tantos de nós teimamos em mostrar o que não somos e o que, muitas vezes, nem sequer admiramos nas outras pessoas?

Afinal, parece que todos nós precisamos de algum nível de aceitação e, para tanto, nos apresentamos não da forma como realmente nos sentimos, mas oferecendo a melhor imagem que ‘inventamos’ sobre nós mesmos.

Porém, muitos parecem esquecer-se de um significativo ‘detalhe’: “manter as aparências” é a arte de usar uma máscara e fingir. Descaradamente.

E, honestamente, todos nós um dia já fingimos ser algo que não somos. Ou não?

O adolescente, por exemplo, para sentir-se integrado ao seu grupo social muitas vezes se vê compelido a fazer o que se espera dele de modo a não ‘irritar’ a maioria ou a fim de manter a harmonia em um momento específico e pontual. E muitas vezes se ferem.

O problema é que muitos, infelizmente, permanecem como inseguros e temerosos adolescentes pelo resto de suas vidas.

Às vezes as máscaras que nos sentimos obrigados a utilizar são parte do que escolhemos considerar “um processo de socialização necessário”. Mas trata-se do mais puro e inegável MEDO de sermos o que e como somos. No fundo, com a adoção deste modo de representar por um período de tempo prolongado corremos o risco de deixar de sermos ou de nos reconhecermos como reais.

Uma pessoa autêntica pode ter passado por essa fase, mas no final decidiu não permanecer nela porque este espaço não revelava sua essência ou seus princípios. Não era ela ali. Nada lhe dizia respeito naquele estranho “lugar”.

Muito provavelmente entendeu que sempre haverá alguém que não vai gostar de como somos da mesma forma como sempre haverá pessoas prontas para nos julgar ou criticar. Portanto, de que nos serve fingir sermos diferentes do somos?

A melhor coisa que temos a experimentar e a oferecer em nossa existência é justamente nossa capacidade de sermos únicosoriginais – e isto, acredite, sempre nos trará um enorme nível de conforto e de prazer. 

Ser aceito por conta de uma imagem ‘construída’ externamente é um caminho sempre difícil e doloroso porque significa que você rejeitou uma parte de você e se tornou escravo da opinião alheia. Ser aceito como se é, por outro lado, traz uma vívida e enorme sensação de libertação.

Se você tende a se mostrar perfeito é porque não compreendeu que todos se sentem muito mais confortáveis perto de pessoas humanas e imperfeitas como somos todos nós.

Quanto mais aquilo que você sente e é corresponder àquilo que você mostra para o mundo, maior sua satisfação e melhores relações você construirá com os outros, pois viver uma vida de aparências causa infelicidade – e todos sabemos disto. E se você não sabe, busque aprender – com grande dose de humildade.

Assim, você precisa colocar a felicidade como sua prioridade. Ninguém viverá sua vida por você e a opinião dos outros, desta forma, passará a não lhe importar.

A solução para ser você mesmo é não dar nenhuma atenção às expectativas dos outros uma vez que ninguém nunca será capaz de agradar a todos. Você não tem que respeitar o modelo idealizado pelo outro; você é o que é, e é melhor mostrar-se o mais rapidamente possível para atrair pessoas semelhantes a você.

Outros esperam que você seja educado e agradável? O que importa? Você veio ao mundo para viver sua vida sendo e fazendo a felicidade possível e não para agradar aos demais.

Não há nada mais gratificante do que ter pessoas próximas com quem você possa ser verdadeiro e às quais possa mostrar seus defeitos sem se sentir julgado ou criticado. Isto é muito melhor do que ser o que não se é apenas por temer as opiniões alheias – já que isto definitivamente significaria viver a serviço dos outros. 

Uma pessoa autêntica já percorreu o longo caminho no qual se afastou lentamente daquilo que não lhe era próprio e que não correspondia às suas convicções e descobriu que as pessoas reais são as que vivem suas vidas a partir de seus mais profundos e sinceros sentimentos: elas prestam atenção, analisam, refletem e valorizam seus próprios pensamentos e isto oferece consistência às suas opiniões e atitudes.

São estas as admiráveis pessoas independentes, que só satisfaçam suas expectativas internas. Elas deixaram de sofrer para obter a aprovação dos outros assim como não mais permitem que sua felicidade deles dependa.

Os indivíduos que possuem uma  personalidade livre e autêntica aprenderam com os fracassos e os erros e sua autodeterminação é forte e segura pois bem sabem que para chegar onde chegaram o caminho não foi fácil.

No final, descobriram o valor da verdade, da liberdade, da humildade, da autoestima e da genuína felicidade.

Acompanhe os novos textos através do: http://www.facebook.com/aheloisalima

 E, se desejar, envie seus comentários para psicologaheloisalima@gmail.com

Deixe seu comentário...

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s